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Coisas que Designers Digitais podem aprender com Designers Gráficos

Muito antes da “super-colorida-e-interativa-clique-aqui-agora” internet surgir, designers gráficos faziam layouts que arrebanhavam todo o poder da tipografia, a seleção minuciosa de imagens e a precisão necessária para criar um visual coerente, dentro dos seus padrões estéticos e criativos.

Com a transição natural desses profissionais da vida offline para a vida online torna-se importante observar os conceitos totamente diversos entre um universo e o outro. Podemos tornar como exemplo a tipografia na qual, com alguns truques de CSS ou JavaScript podemos gerar efeitos impactantes por meio de recursos jamais possíveis no meio gráfico.

Trata-se, a princípio, de dois universos diferentes, porém, são muitas as lições que podemos tirar do mundo gráfico, dicas que podem (e devem!) ser aplicadas no design digital.

1. Acerte de Primeira

 

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No mundo gráfico, uma vez o material impresso, não dá pra mudar; então designers gráficos são constantemente treinados para terem olhos de águia e observar qualquer erro no posicionamento das imagens, na tipografia aplicada erroneamente, na grafia e ortografia, entre outros detalhes.

Como sabemos, do outro lado, caso algum deslize seja cometido, como errar o nome do cliente ou uma palavra qualquer, é fácil detectar e corrigir. Porém, convenhamos, nunca é agradável encontrar um erro depois do material publicado. Apesar de “poder errar”, pois “é fácil corrigir”, não seria melhor o material ser publicado corretamente já na primeira vez? Olho no controle de qualidade

2. Foco na direção de arte

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Fonte: http://www.bogidarmascarenas.com/category/art-direction/

Se você prestar atenção nas revistas e qualquer publicação gráfica, vai perceber que as imagens, manchas gráficas e outros objetos são diagramadas minuciosamente, dando destaque ao que importa, e aplicando recursos visuais que ajudam e contar uma história. Tudo isso dentro da limitação do espaço do papel, da publicação. O desafio é constante, principalmente para que se possa condensar o conteúdo de uma forma atrativa e “vendedora”.

No conteúdo online é preciso ter o mesmo cuidado. Apesar do espaço “ilimitado”, que oferece a possibilidade da criação de links para variadas páginas e outros efeitos de interação, os mesmos conceitos visuais devem ser observados.

Atenção! Não é porque é possível colocar 50 páginas de um texto em um site, que essa seja a melhor alternativa. Pessoas pensam visualmente! Entenda como o usuário interage com o seu conteúdo e transmita o apelo visual para gerar o interesse na leitura.

3. Foco na direção de arte

Materiais gráficos (revistas, livros, embalagens, etc) disputam os olhares do consumidor no ponto de venda. E nem é por isso essas peças são criadas toda em vermelho com letras garrafais dizendo COMPRE-ME! Designers gráficos criam peças que buscam coerência com a proposta que deseja expor.

No mundo digital, o usuário só tem o computador ou dispositivo portátil para disputar a atenção, certo? Errado. Além dele acessar o seu site, ele também vai estar com várias abas de navegador, aplicativos, e todo o mundo externo ao redor. Assim como no universo offline, procure manter seu material coerente para que seu público saiba por onde está navegando.

4. Hierarquia Tipográfica

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Assim como no meio gráfico, a escolha correta de tipografia ajuda a manter a relevância do material e conduzir a leitura do usuário. Mais que isso, manter a hierarquia tipográfica coerente ajuda a criar um visual limpo e agradável.

Como o meio digital é muito mais rico em informações que pipocam a todo momento em várias abas e páginas diferentes, é especialmente importante prestar atenção nessas escolhas para poder guiar o olhar do leitor para saber o que é um link, o que é uma citação, o que é um título.

5. Uso do GRID

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Ainda é comum ver designers criando peças sem utilizar-se de um grid bem elaborado. Alguns se defendem, dizendo que isso limita as possibilidades de criação, que o grid “engessa” a distribuição dos elementos na tela.

Muito pelo contrário, o grid existe para que se crie layouts concisos com informações bem diagramadas e distribuídas. Ele jamais limita a criatividade. Na verdade oferece uma visão muito mais equilibrada das inúmeras possibilidades!

6. Composição e simplicidade

O layout mais eficiente é o mais simples. E também, é o mais difícil de ser feito. Não é fácil diagramar meia dúzia de elementos gráficos e alguns parágrafos de texto em uma página.

Designers gráficos conhecem o poder de um layout simples e eficaz, sem precisar lotar de informação, evitando agredir o olho do leitor. Layouts cheios de informação são difíceis de ler e desagradáveis de se olhar.

Esperamos que esse material tenha utilidade para o seu dia-a-dia!

 

 

Este post foi traduzido de uma referência externa. Veja essas e outras dicas no post original em inglês:

http://www.creativebloq.com/web-design/what-web-designers-can-learn-print-design-912795

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